segunda-feira, 22 de março de 2010

"Salve Geral"

Por Larissa Peres Jabôr

O filme “Salve Geral” retratou a realidade do comando dos criminosos em nosso país, como também, a linha tênue na questão de ser ou ter honestidade em uma situação crítica da vida.

O primeiro momento fica explícito quando vários presídios do país entram em rebelião quase ao mesmo tempo, por ordem do Primeiro Comando da Capital, o que mostra a força e o poder do crime atualmente. Com simples ligações realizadas de dentro do presídio o Comando liderava toda uma estrutura criminosa nas ruas de todo Brasil, atuando de força agressiva e impiedosa contra pessoas, até então honestas, que tinham família e que nem imaginavam a proporção do que vinha ocorrendo.

Policiais, tendo suas vidas ceifadas em virtude do cumprimento de seu dever, é justo?Mas o que seria justiça? Porque os presidiários estão tão revoltados? Havia necessidade de tanta agressividade? O que deve ser feito para melhorar a nova geração, para que não cometam os mesmos erros? São questionamentos que todos se fazem constantemente em busca de uma resposta para o momento de desequilíbrio que a sociedade está passando.

Não se sabe ao certo a fórmula mágica, mas pequenas doses de solução dentro do seio familiar, nas escolas, obedecendo às regras de dignidade da pessoa humana, com uma gota de rigidez e cumprimento fiel da lei, seriam o início da mudança e do progresso social, a busca da melhor convivência e da libertação do medo que é enfrentado por todos diariamente.

Culpa, alguém tem culpa? Todos são culpados, partindo do princípio da política, que se utiliza todos os dias do chamado “jeitinho brasileiro”, este é o início da culpa, culpa por uma consequência de situações que traz a violência, em um raciocínio rápido consegue-se visualizar uma das hipóteses: cria-se os filhos sem o devido zelo, amor e respeito, este se torna na fase adulta político que sem remorso desvia verbas da educação, saúde, cultura, que por consequência faltará para a população, e uma parte desta, cresce revoltado e desesperançado por não ter o básico para sua subsistência, em contra partida, aparece a “figura ilustre” do traficante que lhe apresenta um leque de vantagens e oportunidades na vida.

Como exemplo citado acima, várias outras situações acontecem todos os dias e simplesmente a sociedade finge que não vê, que não percebe, fantasiando um mundo de faz conta todos vivem felizes e se preocupam somente consigo, não percebem o quanto seus atos são importantes para que ocorram mudanças no moinho que gera o país.

Em segundo momento, diante de tanta desilusão, que já está fixada na cabeça de cada cidadão, numa situação trágica vivenciada pela personagem Lúcia, professora, viúva, com filho sendo preso por matar uma jovem, num momento de descuido, é entendível o desespero e a “entrega” da mesma, no instante que passa a trabalhar para o crime organizado numa busca desenfreada de livrar o filho da “selva” penitenciária.

Neste passo fica claramente demonstrado toda aflição vivenciada por uma mãe que é engolida pelo sistema cruel do crime, mas que de certa forma é uma solução rápida para os problemas que vem apresentando sem sua vida.

Outro ponto a ser mencionado, é atuação do crime organizado na vida da família dos presos, nesta aresta, o PCC desempenha a função que o Estado deveria desempenhar, fornecendo alimentação e como já é conhecido, outros auxílios, como ajuda médica e escolar.

O que se apresenta é uma questão de difícil solução, o bandido fazendo papel de mocinho, em certas circunstâncias, e o mocinho se apresentado como bandido tirando da população o pouco que lhes resta.

Assim, todos vão vivendo com a esperança, única dos brasileiros, que as coisas um dia mudarão, mas é sempre importante lembrar que a reforma começa de dentro para fora.


Assitam o filme, vale a pena!


SITE OFICIAL DO FILME

terça-feira, 16 de março de 2010

“Amar é doar-se até doer"



por Jonatan Rocha do Nascimento


Com uma simples frase, Madre Teresa mexeu com o coração de todo o mundo: " Amar é doar-se até doer".

Sim. Amar é dor. Amar é sofrer, contudo, sem jamais desistir.

A loucura de Deus, a Cruz, também nos mostrou o que só hoje podemos compreender: amar dói, e como.

Uma vez que compreendemos que amar significa doar-se ao extremo, percebemos que somos incapazes de fazê-lo, isto porque não compreendemos a grandiosidade do que é este tão maravilhoso dom de Deus.

Por vezes achamos difícil falar com um amigo, que simplesmente disse algo que não se queria ouvir. Achamos difícil perdoar. Tudo nos é difícil. Por quê isso acontece? A resposta é simples. Muitos de nós são incapazes de amar.

Somos incapazes de ver no outro a limitação, o sofrimento, o pedido de socorro, de alguém que sofre e ainda também não descobriu o que é ser amado.

A alma que ama Deus, sabe exatamente que terá de se consumir por inteiro para que se complete. Terá que se despedaçar para ser inteiro. Que deverá morrer para viver.

O amor é paciente, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e, por isso, fere.

Fere, pois, uma vez que a tudo esperamos, desculpamos e suportamos, nos desfazemos de nossas vontades e conceitos e, principalmente, a arrogância e o egoísmo. Saímos de nós para compreender o outro na sua ignorância ou grosseria, de modo que, ferimos nosso ego porque passamos a descobrir naquele que nos machuca os defeitos que nós mesmos possuímos, até em maior quantidade ou grau.

As desilusões nos fazem pensar que fomos abandonados; que ninguém merece nossa atenção : “são todos iguais!”. Contudo, é ai que a dádiva de Deus pode se manifestar, se permitirmos, é claro.

Observando um mundo caótico, nos sentimos abandonados por Deus e por todos. Há até mesmo quem duvide da existência do Divino. Pois eu digo, o que eu perdi amando um mundo que não merece ser amado? O que perdi fazendo bem aos ignorantes? O que perdi sendo bom com os maus? O que eu perdi? Nada. Pelo contrário, adquiri a experiência de que amar dói. O que perdi se Deus não existe? Ah, meus amigos. Nada perdi, mas o que não O amam, tudo perderam e perderão.

Quero que doa quando não me sentir amado por Deus; quero que doa quando me maltratarem; quero que doa quando disserem que têm ojeriza de mim. Quero que doa pois estarei cumprindo aquilo que Deus quer de mim: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoais os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.”

A doação que fere. Deixemo-nos ser feridos pelo Amor.

“Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Importa para mim, que eu diminua e Ele cresça.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Que Deus não permita...


Que Deus não permita que eu perca o
ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é
assim tão alegre.
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
dolorosa…
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles
acabam indo embora de nossas vidas…
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não
sentir o mesmo sentimento por mim…
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos…
Que eu não perca a GARRA,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois
adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a RAZÃO,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras
e deliciosas.
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos…
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus
olhos e escorrerão por minha alma…
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria
esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR
que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e
até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno…
E acima de tudo…
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama
infinitamente, que um pequeno grão de alegria e
esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois….
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO
AMOR!

                                                                           (Francisco Cândido Xavier)